postado por Autovisão | 9. abril 2010 15:20
 

Mesmo que não estejamos de fato adquirindo algum produto, todos nós consumimos diariamente recursos extraídos do meio ambiente: água, energia elétrica, combustível, produtos alimentícios e de vestuário.

O consumo consciente defende que a aquisição e uso de bens de consumo, alimentos e recursos naturais devem ocorrer de forma a não exceder as necessidades das pessoas. Temos de ter consciência de que a pressão exercida pelo homem sobre os recursos naturais nos últimos 30 anos aumentou em 50%. Cinquenta por cento de aumento na emissão de gases de efeito estufa. Cinquenta por cento de aumento na extinção de espécies. Cinquenta por cento de aumento no depauperamento de ecossistemas. Cinquenta por cento de aumento no consumo de recursos naturais.

Já estamos utilizando cerca de 25% a mais do que o que temos disponível em recursos naturais. A humanidade excedeu a capacidade de regeneração da biosfera, visto que explora o capital natural mais rápido do que sua capacidade de renovação. Assim, urge buscar o equilíbrio entre a nossa satisfação pessoal e um modelo ambiental, social e econômico correto, de forma que sejam satisfeitas nossas reais necessidades de consumo.
 
Recentemente, uma pesquisa Gallup revelou que, em dada situação, maior era o número de pessoas não-engajadas ou ativamente desengajadas, do que o número de pessoas ativamente engajadas. Para ilustrar a situação, o Gallup utilizou a metáfora do muro: os ativamente engajados construíam o muro, os não-engajados observavam os tijolos e os ativamente desengajados chutavam os tijolos.

Quando observando o mundo, o que percebemos? Simples atitudes que fariam uma grande diferença para o planeta continuam sendo evitadas. As pessoas em geral continuam a jogar o lixo em todo lugar menos na lixeira, e continuam a desperdiçar água, e continuam a utilizar as sacolinhas plásticas, e continuam a deixar lâmpadas acesas desnecessariamente... E por aí vai...

O problema é que, quando pessoas ativamente engajadas chamam à atenção o fato de que as pessoas precisam mudar suas atitudes para o benefício de todos, elas são encaradas como extremistas.

No entanto, se não começarmos a colocar agora mesmo esforço consciente na busca do equilíbrio de consumo, como vai ficar a vida no planeta? Temos que adotar um comportamento ambientalmente correto por princípio. Cada um de nós. Não por modismo ou apenas quando vamos “ganhar” alguma coisa. Por princípio.

Há mais de cinquenta anos, entre 1956 e 1959, quando pensava-se mundialmente que a dominação da natureza era a solução para o desenvolvimento, o projeto da planta Anchieta da Volkswagen já mostrava cuidados com o meio ambiente. Todas as áreas que pudessem causar algum impacto ambiental foram construídas no primeiro e segundo andares. Nunca no térreo. Dessa forma, restos de óleo desciam naturalmente para contêineres instalados no andar de baixo. Ou, se houvesse algum acidente, haveria um andar de contenção para evitar a contaminação do solo. Além disso, as alas foram construídas com distância de 9 a 12 metros, assegurando a circulação do ar.

Assim traduzimos nossa preocupação pelo meio ambiente: agindo por princípio.  Cabe a nós tomar pequenas iniciativas no âmbito individual, as quais, somadas, terão o poder de melhorar a qualidade de vida de todos nós. Repense. Replante. Reduza. Reutilize. Recicle. Repense.

1. Repense seus hábitos;
2. Reduza a produção de lixo;
3. Jogue o lixo na lixeira;
4. Economize recursos naturais;
5. Tenha sempre em sua bolsa ou no seu carro uma sacola retornável;
6. Seja pontual na manutenção de seu automóvel;
7. Reaproveite materiais;
8. Promova novos valores culturais. Promova a sustentabilidade.

Não chute os tijolos. Não seja um observador passivo. Ajude a construir o muro!

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